Orçamento participativo: uma experiência de gestão e planejamento urbano em Belo Horizonte

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Data
2012Autor
Araújo, Regina Maria de
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O Orçamento Participativo de Belo Horizonte (OP/BH) é o tema central de
investigação desta dissertação. Trata-se de um estudo de caso cujo objetivo foi
apresentar uma análise dessa experiência participativa no âmbito da gestão municipal.
A análise se propôs a percorrer a trajetória do OP/BH, de sua origem, em 1994 até
2012, visando a identificar as mudanças introduzidas na dinâmica do OP e seu impacto
na participação. É importante ressaltar que a experiência do OP/BH está incorporada à
política municipal de Belo Horizonte há mais de 18 anos e tornou-se um importante
instrumento político de organização do governo. Esta pesquisa tem enfoque
qualitativo. Para sua realização, recorreu-se à pesquisa documental, bibliográfica e a
entrevistas semiestruturadas. A pesquisa feita permite concluir que a participação do
cidadão nos processos decisórios da alocação e distribuição de recursos municipais é
fundamental para o aperfeiçoamento da democracia, contribuindo para promover
justiça social. No entanto, verificou-se também que a participação do cidadão no OP é
limitada e induzida pelo gestor público. A pesquisa feita partiu do pressuposto de que
a continuidade da participação é importante não apenas para a identificação das opções
para o planejameto do governo da cidade, como também para a resolução de
problemas relativos ao provimento de bens e serviços demandados por diferentes
grupos de moradores da cidade. The dissertation analyses the experiment of the participatory budgeting in Belo
Horizonte. The research aimed at identifying the rules organizing the citizen’s
participation in the decision-making process defining municipal investment priorities in
public works. The research covered the eighteen-year period of the experiment, that is,
1994-2012. It supports the conclusion that such innovation in the nature of citizen’s
participation has positively contributed to the strengthening of citizenship values among
poorer sectors of the Belo Horizonte population. It also enhanced patterns of
distribution of public resources leading to greater levels of social justice. Despite this
positive outcome, the research findings also support the conclusion that government
authorities exercise strategic control over the rules of participation aiming at directing
the investment decisions according to the logic of broader urban planning. However, the
participatory budgeting in Belo Horizonte really became an efficient means to add
democratic components to governmental planning and to help finding better solutions to
problems of provision of public goods to all sectors of the city’s population.
